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23 de dez. de 2010

Inter libera Ilan e aguarda propostas por Edu e Sorondo

Contrato com Ilan se encerra e não será renovado para a próxima temporada


Por Genilson GarciaPorto Alegre

A reformulação do grupo do Inter para 2011 começou. E o primeiro a deixar o clube é o centroavante Ilan.

Contratado no final de agosto para reforçar o Inter no Mundial de Clubes, o jogador não conquistou espaço com Celso Roth. Reserva no curto período no Estádio Beira-Rio, Ilan disputou apenas três partidas, e não marcou nenhum gol.

Roberto Siegmann, atual assessor de futebol e futuro vice-presidente da área na gestão de Giovanni Luigi, que se inicia em 03 de janeiro, confirma que o contrato de Ilan não será renovado, e ele está liberado. Perseguido por dores no pé direito, Ilan praticamente não foi aproveitado, e sequer integrou a delegação que retornou dos Emirados Árabes com a 3ª colocação no Mundial.

Outro jogador que está se despedindo é o meia-atacante Edu. O Inter não quer rescindir o contrato do jogador, e aguarda proposta. Caso semelhante vive o zagueiro Sorondo, mais um atleta que não está nos planos de Roth. O jogador passa férias no Uruguai, e pode se transferir para o Cruz Azul, do México. Vasco e Botafogo também demonstraram interesse por Sorondo, mas não apresentaram propostas oficiais.

Inter não desiste de contar com Luís Fabiano na Taça Libertadores

Diretoria mantém negociações com o jogador e com o Sevilla, da Espanha


Por Genilson GarciaPorto Alegre

Alecsandro é o titular, e tem mais dois anos de contrato com o Inter, mas a camisa 9 colorada está provisoriamente reservada para outro nome: Luís Fabiano. A diretoria do clube gaúcho não desiste de contratar o centroavante titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Embora tenha buscado informações sobre o centroavante Ricardo Oliveira, do Al-Jazira, a prioridade colorada para 2011 é Luís Fabiano. Ainda antes do Mundial de Clubes da Fifa, o gerente-executivo de futebol profissional Newton Drummond foi à Espanha conversar com o jogador e com o clube.

- Eu tinha a informação que o Luís Fabiano queria voltar ao Brasil. Depois de ir para Zurique (em reunião de formatação do Mundial) eu passei em Sevilha e conversei com ele. Ele confirmou, quer jogar no Brasil, e quer jogar no Inter. Mas o Sevilla não está disposto a negociar - explicou Drummond.

Com isso, o dirigente colorado reitera: negociar com Luís Fabiano não é uma 'resposta' colorada à iminente contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Grêmio:

- São negociações bem diferentes, porque o Sevilla não está disposto a liberar o jogador.

Drummond garante, entretanto, que o Inter não desistirá de contratar Luís Fabiano, para ser o grande nome do Inter na Taça Libertadores.

- Estou em contato por e-mail com os dirigentes espanhois. O Inter não vai desistir até receber um não definitivo do Sevilla.

22 de dez. de 2010

Danny Morais não fica no Botafogo, e espera o Inter para saber onde jogará

Zagueiro ainda não sabe qual será a definição da nova diretoria colorada


Por Genilson GarciaPorto Alegre

Encerrado o empréstimo ao Botafogo, o zagueiro Danny Morais retorna ao Inter ainda sem saber qual seu futuro profissional em 2011. No Alvinegro carioca o jogador colorado não permanecerá, afinal, o técnico Joel Santana renovou contrato mas não solicitou sua permanência.

Danny pode ir para o Flamengo, envolvido com Marcelo Cordeiro em troca por Leo Moura, desejado pelos colorados; ou então rumar ao Palmeiras, outro clube de interesse cogitado; mas pode, também, permanecer no Inter.

Tudo depende do técnico Celso Roth. Ao final da tarde desta terça, o treinador renovou contrato com o Inter por mais um ano. Ele passa a elaborar o grupo profissional do Inter para 2011, e Danny Morais aguarda um posicionamento do treinador e da nova diretoria para saber se interessa, ou se o Inter vai negociá-lo com algum dos pretendentes.

O zagueiro tem contrato até agosto de 2012 com o Inter. Durante as férias, vai aguardar o contato dos dirigentes do clube para definir sua situação.

21 de dez. de 2010

Máquinas iniciam demolição das arquibancadas do Beira-Rio



Obras vão se dividir em quatro etapas; a primeira está em estágio adiantado


Por
Eduardo CecconiPorto Alegre
Qualquer torcedor colorado que ingressar no Estádio Beira-Rio vai sentir-se, provavelmente, vitimado por um choque visual. As máquinas e os trabalhadores responsáveis pelas obras de modernização da casa do Inter aceleram o ritmo na destruição do anel inferior.

O processo, destinado também à Copa do Mundo de 2014, tem quatro etapas. O estádio foi setorizado em partes iguais, e a modernização das sociais e das arquibancadas vai obedecer cada estágio. Dividido o Beira-Rio em quatro, haverá demolição e construção em separado, para os três setores restantes continuarem recebendo público.

As obras em cada quadrante devem durar seis meses. Com isso, o Beira-Rio terá a capacidade reduzida durante as duas próximas temporadas, caso seja mantida a intenção de não interditar o estádio. Ao final, haverá mudança na angulação das arquibancadas, que estarão também mais próximas do gramado.

Andrezinho pode deixar o Inter, mas dirigente colorado nega definição

Newton Drummond reitera que diretoria recém retornou de Abu Dhabi


Por Genilson GarciaPorto Alegre

Segundo o gerente-executivo de futebol profissional do Inter, Newton Drummond, rumores sobre contratações ou venda de jogadores colorados não têm confirmação do clube por um motivo preponderante: a diretoria recém retornou dos Emirados Árabes,

onde o Inter disputou o Mundial de Clubes. E, em Abu Dhabi, não houve tempo para negociações.

Drummond reconhece, por exemplo, que o meia Andrezinho pode ser negociado. Mas supostos acertos com Flamengo ou Palmeiras não estão definidos.

- Nós estávamos nos Emirados Árabes, voltamos ontem. Não tem nada definido ainda. Dependendo da proposta o Andrezinho pode ser negociado, mas não ouvimos nada do Palmeiras ainda, nem do Flamengo.

Mais cedo, em entrevista à Rádio Brasil, Drummond admitiu que Andrezinho pode ser incluído em troca pelo lateral-direito Leo Moura, declaradamente nos planos colorados para 2011:

- Recebemos a notícia no Mundial, mas não sabemos a origem dessa conversa. Estamos tentando falar com o Flamengo, porque todo mundo sabe do nosso interesse para ver se isso é uma hipótese real. Daí, vamos ver se podemos fazer uma n

egociação conjunta. O interesse é no Leo Moura. Se for verdadeira a hipótese de troca do Andrezinho e Marcelo Cordeiro pelo Leo Moura, o Flamengo abre hipóteses, porque interessa ao Internacional. Andrezinho tem contrato até 2013, se não me engano. Mas não conversamos com ninguém ainda.


Alecsandro prefere não falar sobre interesse de clube do Qatar

Centroavante pode se despedir do Inter na próxima temporada

Apesar dos 54 gols marcados pelo Inter, o centroavante Alecsandro ainda sofre resistência de alguns torcedores. Ainda assim, o jogador sempre se mostrou disposto a permanecer no clube, cumprindo o contrato que se encerra em 2013. Mas na tarde desta segunda, o centroavante colorado preferiu não falar sobre uma suposta negociação com o Al-Gharafa, do Qatar.

O jogador, que já atuou na região - defendia o Al-Wahda, dos Emirados Árabes - desembarcou cansado ao Estádio Beira-Rio.

Enfim chegara a Porto Alegre, após a viagem de quase 30 horas no retorno da delegação que disputou o Mundial de Clubes da Fifa.

- Não sei de nada - resumiu, na rápida passagem rumo ao vestiário.

De lá, pediu à assessoria de imprensa do clube para não falar na saída. Ele atribuiu o silêncio ao desgaste, e ao desejo de descansar no primeiro dia de férias. A diretoria do Inter ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de liberar Alecsandro.

17 de dez. de 2010

Entre diretas e indiretas, Roth não assume erros por fracasso

Na defensiva, treinador cita gols perdidos, atletas negociados e até treino com goleiros na linha

Por Genilson Garcia (Direto de Abu Dhabi, Emirados Árabes)


Celso Roth tem explicações para a derrota de 2 a 0 para o Mazembe. E não se vê como responsável direto por nenhuma delas. Nesta sexta-feira, em entrevista coletiva no Zayed Sports City, palco da disputa do terceiro lugar do Mundial (com a presença colorada) e também da batalha final pelo título, o treinador vermelho deu suas razões para o fracasso de terça-feira. Direta ou indiretamente, falou de questões paralelas a seu trabalho: gols perdidos, negociação de jogadores, até treinos com goleiros na linha. No planejamento, não viu erro.

- A culpa do treinador é sempre assim. Alguém tem que puxar a fila, e o treinador é sempre o escolhido de vocês. É essa a cultura que temos – disse ele.

Roth voltou a passar a imagem de que o Inter fracassou contra o Mazembe porque perdeu gols. Ele não considera que a equipe vermelha tenha feito uma má partida.

- O primeiro jogo não foi ruim. Foi só a derrota. O aproveitamento do Mazembe é que foi bom. Deu só dois chutes e fez os gols.

A parte mais curiosa da entrevista foi quando Roth, ao defender seu planejamento, usou a saída de dois jogadores, negociados pela diretoria, como explicação para o mau desempenho do Inter no segundo semestre. Ele teve quatro meses de treinamentos sem os atletas.

- Sobre o planejamento, se desse certo, seria o melhor do mundo. Quanto às escolhas e à preservação dos jogadores, não tínhamos como fazer diferente. Tínhamos que ter o cuidado, principalmente depois de ganhar a Libertadores, de ter uma sequência de jogos que o próprio calendário nos impôs. O time não teve apresentações como o torcedor e a imprensa esperavam porque criamos uma situação. Fizemos quatro jogos fantásticos pela Libertadores, e aí quem faz isso tem a responsabilidade de manter, mesmo com a saída de jogadores. Não vejo muita gente citar, mas saíram o Sandro e o Taison, que estava para ser emprestado quando cheguei.

Roth deixou no ar uma última alfinetada. No meio de uma resposta, citou que teve que treinar com goleiros na linha. Isso aconteceu porque o zagueiro Rodrigo, por um erro do clube, não teve a inscrição aceita pela Fifa.

No final das contas, o treinador colorado se considera vitorioso. Prefere abraçar a conquista da Libertadores do que ressaltar o fiasco no Mundial.

- Sabemos o tamanho da nossa derrota. É do tamanho de nossa vitória na Libertadores. A oportunidade de jogar uma Libertadores é real. Estarmos aqui, e isso é nossa dor como grupo, pode ser mais difícil, mais complicado. Nossa dor, extensiva ao torcedor, é do tamanho de nossa alegria quando vencemos a Libertadores. Isso que é importante falarmos ao torcedor. Não terminamos o ano como perdedores. Terminamos como time que deixou passar uma oportunidade de ganhar o Mundial. Não somos perdedores. Somos vencedores. Só que Inter de Milão e Mazembe aproveitaram a oportunidade.

A entrevista de Roth evidencia ainda mais que ele vive seus últimos dias no clube. Boa parte da diretoria está decidida a não renovar o contrato com ele. O vínculo termina no próximo dia 31.

Silêncio, raiva e vontade de chorar: a reação de D’Ale à queda

Decepcionado, argentino explica por que não deu entrevistas após a eliminação e prefere não falar sobre seu rendimento contra o Mazembe

Por Genilson Garcia
Abu Dhabi, Emirados Árabes

Era impressionante a imagem de Andrés D’Alessandro, sentado junto a uma das janelas do ônibus do Inter, logo depois da derrota de 2 a 0 para o Mazembe. Estava em vias de desabar. Olhava para o nada, pensava na vida, tentava controlar a própria dor. Parecia em estado de choque. Foi por isso que o camisa 10, segundo ele próprio, não quis dar entrevistas depois do fracasso colorado. Ele não se via em condições de abrir a boca.
D’Alessandro reagiu à eliminação com silêncio, raiva e vontade de chorar. Ele estava perplexo.
- Eu não consegui falar. Foi por isso que não falei. E recebi críticas por isso. Vocês não entendem. Não tenho tempo para explicar por que não parei para falar. Eu não conseguia falar. Não ia conseguir. Estava muito chateado, com raiva, com vontade de chorar. Não conseguia falar – disse o argentino.
A verdade é que D’Alessandro decepcionou. Ele não ficou abaixo de muitos outros jogadores do Inter, mas era justamente dele que se esperava mais. Publicamente, El Cabezón prefere não fazer análises individuais. Ele deixa isso para sua intimidade.
- Não vou falar do lado pessoal. Isso eu falo no meu quarto, com minha família, com meu treinador, com meus companheiros. Não vou falar individualmente para vocês. Vocês podem chegar a suas próprias conclusões.
D’Alessandro não gostou das críticas a seu silêncio depois da eliminação colorada – ele foi um dos poucos a não falar na zona mista. Disse que não quis se esconder e que a prova disso foi aceitar dar entrevistas sem problemas nesta quinta-feira.

Abatido, Inter vê disputa do terceiro lugar como formalidade

Atletas não conseguem criar atmosfera de valorização, e clube veta até participação dos jogadores no telão do estádio

Por Genilson Garcia
Direto de Abu Dhabi, Emirados Árabes


Os jogadores do Inter fazem um esforço dos grandes para tentar valorizar a disputa do terceiro lugar no Mundial de Clubes. E não conseguem. Nas conversas na concentração colorada em Abu Dhabi, na expressão facial dos atletas em cada entrevista, na melancolia que toma conta dos treinos, em cada ato do time vermelho em Abu Dhabi está evidenciado que o jogo contra o Seongnam, da Coreia do Sul, não passa de formalidade. Claro, o Inter quer vencer o jogo, sob pena de pagar um mico ainda maior, mas a motivação é nula.
Os discursos dos jogadores mudaram. Logo depois da derrota de 2 a 0 para o Mazembe, muitos deles admitiram que, se pudessem, sumiriam de Abu Dhabi. Depois, tentaram forçar uma motivação que não existe.
- Gostaria de pegar o primeiro avião de volta para o Brasil – disse Rafael Sobis minutos após a derrota para os africanos.
Nas entrevistas de quarta e quinta-feira, enquanto tentava assimilar o abalo, o elenco vermelho dava um jeito de valorizar a partida. Mas a depressão dos jogadores deixava claro que o jogo contra os coreanos é uma questão burocrática. Um exemplo: quando a Fifa procurou o clube para gravar entrevistas que passariam no telão do estádio Bin Zayed Sports, a assessoria de imprensa achou melhor vetar. Não viu clima para comentários sobre a partida.
O treinamento desta quinta-feira foi melancólico: sem ritmo, sem pegada, em silêncio, com apenas Celso Roth tentando dar orientações a atletas quase mudos. O Inter irá a campo neste sábado porque precisa ir. O desejo era de já estar no Brasil.
A forte presença de colorados nos Emirados Árabes fica como resquício de motivação. Só isso pode dar algum ânimo aos boleiros em um ambiente de enorme tristeza.
- Não temos desculpa. O torcedor gastou muito dinheiro para vir aqui. Como nós, ele se preparou há quatro meses para esse jogo. Fugiu tão rápido. Sumiu tão rápido. Não temos desculpa, não temos resposta. O torcedor tem que entender que a gente fez tudo. Perder faz parte. É difícil. Passei muito tempo me preparando para um jogo tão importante. E sumiu em duas horas – disse D’Alessandro.
O Inter deve repetir, contra o Seongnam, o time da derrota para o Mazembe. A exceção é o volante Guiñazu, que tem dores musculares e deve ficar fora.
 

16 de dez. de 2010

D’Alessandro diz que analisará propostas. River de olho

Clube argentino estaria disposto a bancar mais de R$ 10 milhões pelo meio-campista, apaixonado pela equipe de Nuñez

Por Genilson Garcia 
Direto de Abu Dhabi, Emirados Árabes

Seria um tanto melancólico ver Andrés D’Alessandro se despedindo do Inter em uma disputa de terceiro lugar. Mas, vá lá, é o que pode acontecer. O casamento de dois fatos nesta quinta-feira abrem a possibilidade de o camisa 10 deixar o Colorado: primeiro, a informação de que o River Plate, insistente, pretende bancar até US$ 6 milhões (R$ 10,2 milhões) por El Cabezón; segundo, a falta de garantias do próprio jogador sobre seu futuro no Beira-Rio.
É bem verdade que D’Alessandro nunca costuma ser definitivo ao falar sobre seu futuro. Mas o discurso dele nesta quinta-feira deixa no ar que ele não tem convicção de que deva seguir em Porto Alegre. O atleta afirmou que pretende falar com seu empresário sobre o que fazer da vida.
- Não acho um momento bom para falar sobre isso. Estou pensando no jogo de sábado, em acabar bem o Mundial. Acabar bem... Acabar bem seria ser campeão do mundo, não é? Mas acabar da melhor maneira, tentar ganhar, fazer um bom jogo. Não adianta falar agora do que vou fazer no ano que vem. Vou falar com meu empresário, ver o que acontece no Inter, ver como se dão as coisas – disse o meia.
A edição on-line do jornal “Olé”, da Argentina, diz que o River está decidido a investir no camisa 10. E que o fracasso do Inter no Mundial de Clubes pode ajudar. Na verdade, faz mesmo sentido: o elenco colorado passará por uma reformulação e mesmo D’Alessandro, o craque do time, poderá ser negociado se a diretoria perceber que o ciclo dele terminou.
Além disso, pesa o eterno carinho de D’Ale pelo River Plate. Formado no clube de Nuñez, o jogador é sempre recebido com adoração pelos torcedores na Argentina e diz a eles que um dia voltará a vestir a camisa da equipe do coração dele. Pode acontecer em breve.
- Tenho contrato no Inter. Não quero falar muito. Não adianta falar agora - diz El Cabezón.

Inter reage contra Lúcio: ‘Não tem história no clube’, diz Bolívar

D’Alessandro diz que zagueiro desrespeitou o time colorado ao dizer que viu salto alto nos brasileiros antes do Mundial

Por Genilson Garcia 
Direto de Abu Dhabi, Emirados Árabes

O Inter reagiu com surpresa e irritação às declarações do zagueiro Lúcio, do Internazionale, dadas depois da vitória de 3 a 0 sobre o Seongnam, da Coreia do Sul, nesta quarta-feira. O atleta afirmou que os brasileiros fizeram muita festa antes do Mundial. Viu salto alto nos gaúchos. E entendeu que a eliminação vermelha foi decorrência disso. A opinião do jogador, ex-atleta colorado, causou muita insatisfação. E gerou reações.
Bolívar, capitão colorado, foi quem rebateu com mais força as declarações de Lúcio. Ele disse que o zagueiro do clube italiano não tem história no Inter.
- História no Inter, não. Quem tem história no Inter é quem consegue títulos. Tem que ter respeito. É um grande jogador, mas não pode falar que teve soberba, porque não teve. Os jogadores estavam procurando conquistar o título. Infelizmente, não conseguimos. Temos que cuidar cada um do clube onde trabalhamos. Momentos fáceis são momentos em que se aproveita uma situação para falar alguma coisa – disse Bolívar.
D’Alessandro também não gostou. Viu desrespeito no que disse Lúcio.
- É um pensamento dele. Ele não viveu com a gente, não sabe o que a gente passou. Foi uma opinião infeliz dele. A gente não opina sobre o Inter de Milão. Ele ter jogado no Inter não dá o direito de dar uma opinião em um momento difícil. Tem que nos respeitar. Se fala isso, não está respeitando o Inter – comentou o argentino.
A diretoria ficou surpresa. O presidente do Inter, Vitório Piffero, lamentou as declarações de Lúcio. Disse que ele não entendeu bem o momento colorado.

Inter prepara reformulação no elenco para 2011

Jogadores como Guiñazu e Alecsandro devem sair, e outros chegarão para reforçar o time para a disputa da Libertadores, principalmente

Por Genilson Garcia
Direto de Abu Dhabi, Emirados Árabes

A queda nas semifinais do Mundial de Clubes foi a senha para o Inter intensificar o processo de reformulação do elenco para 2011. A troca na diretoria, com a entrada de Giovanni Luigi na presidência e o fortalecimento de Roberto Siegmann no departamento de futebol, fará com que a mudança também abrace o vestiário. Jogadores importantes devem perder espaço. E outros sairão.
Dos titulares, dois encabeçam a lista dos atletas que devem ser negociados. Em um deles, Alecsandro, o clube não tem mais interesse. A liberação ocorrerá assim que surgir uma proposta por ele. No outro, o volante Guiñazu, o que existe é a anuência para a liberação no caso de uma oferta vantajosa para ele. Mas o Inter não pretende liberar o argentino para outro clube brasileiro, o que frustra os interesses do São Paulo.
O aproveitamento de outros jogadores está em dúvida. A começar pelo goleiro. A instabilidade de Renan faz com que o Inter tenha interesse em utilizar algum de seus arqueiros mais jovens – ou Muriel, ou até Agenor, de bom rendimento no Criciúma. Na defesa, a tendência é de que Rodrigo ganhe espaço. A atuação da dupla de zaga contra o Mazembe deixou a diretoria preocupada. No meio, a chegada de um volante pode desbancar Wilson Matias, mesmo que ele tenha sido uma das figuras menos trágicas na derrota para os africanos.
Uns saem, outros chegam. O Inter está em vias de contratar o lateral-direito Léo Moura, do Flamengo, e o meia-atacante Zé Roberto, do Vasco. E ainda tenta o atacante Luis Fabiano, do Sevilla. Com tantas modificações, veja como está a situação de cada titular para 2011.
Renan: com contrato até a metade do ano, ficará no Inter, mas corre sério risco de iniciar o ano fora do time titular. Clube estuda investir mais forte em Muriel e Agenor.
Nei: tem respaldo da diretoria e é visto como um lateral competente, mas de pouco brilho. Se o Inter conseguir contratar Léo Moura, ele perderá lugar no time.
Bolívar: por mais que tenha jogado muito mal contra o Mazembe, deve continuar no Inter, ser mantido entre os titulares e permanecer com a braçadeira de capitão.
Índio: é quem mais corre risco com a presença de Rodrigo. Ainda tem aval interno no clube.
Kleber: renovou contrato recentemente e só sai se pintar uma proposta milionária. É titular absoluto.
Wilson Matias: corre o risco de perder lugar no time se Inter contratar um primeiro volante.
Guiñazu: a tendência é de que saia, desde que seja para fora do país. Clube não dificultará negociação que seja vantajosa financeiramente para o argentino.
Tinga: segue no clube, mas sua presença entre os titulares dependerá de como ele estiver no início do ano. A concorrência por vaga é forte: contra Giuliano.
D’Alessandro: o River Plate insiste em levar o argentino, mas a tendência é de que ele fique no Inter. Se sair, terá que ser por um valor que balance a convicção do clube no talento do camisa 10.
Rafael Sobis: emprestado ao Inter, ele tem vínculo com o Al-Jazira. No primeiro semestre, deve ser titular absoluto.
Alecsandro: está praticamente fora. Se ficar, é provável que seja reserva de algum camisa 9 de peso, talvez Luis Fabiano.

15 de dez. de 2010

Alecsandro perde clima e deve deixar o Inter após o Mundial

Centroavante diz que só sai se clube quiser, mas bronca da torcida e críticas internas complicam permanência dele

Por Genilson Garcia 
Direto de Abu Dhabi, Emirados Árabes

Parece questão de tempo. Alecsandro, no sábado, ao disputar o terceiro lugar do Mundial de Clubes, deve fazer sua última partida com a camisa do Inter. O centroavante já esteve em vias de sair outras vezes, com propostas da Alemanha e do Oriente Médio. Se pintar nova oferta, a despedida será um caminho natural. O fracasso colorado no Mundial cortou o pouco de clima que o camisa 9 tinha.
Alecsandro sofre, há tempos, com a bronca da torcida. E agora também convive com críticas internas, saídas de dirigentes importantes do Inter. Um deles, Roberto Siegmann, futuro vice de futebol, fez o seguinte raciocínio ao ser questionado sobre o centroavante: se o Inter tem seis chances de gol e não faz nenhuma e se o Mazembe tem duas e marca em ambas, é porque algo precisa ser reavaliado.
O jogador, desde meados do segundo semestre, convive com a impressão de que deixará o clube. Publicamente, porém, afirma que só irá embora se o clube optar por isso.
- Eu vou deixar bem claro: só vou sair do Internacional se a diretoria quiser que eu saia.
O Inter procura centroavante para 2011. Tentou Diego Tardelli, sondou Grafite e agora insiste em Luis Fabiano. Alecsandro diz que não se incomoda.
- É uma honra atuar com grandes jogadores.
Alecsandro tem mais dois anos de contrato com o Inter.

Eliminação deixa dúvidas sobre o futuro de Roth no Inter

Diretoria afirma que não fará avaliação por um jogo, mas decepção pode representar fim do ciclo dele no Beira-Rio

O tamanho da queda colorada no Mundial de Clubes pode representar o fim do ciclo de Celso Roth no Beira-Rio. O treinador tem contrato encerrado em 31 de dezembro. A renovação estava bem encaminhada, já que combinava o interesse dele com o desejo do clube. Mas a eliminação já no primeiro jogo em Abu Dhabi tem peso de sobra para mudar tudo.
Um dirigente do Inter, já em Abu Dhabi, havia declarado que Roth só não ficaria “no caso de alguma tragédia”. Se não foi o caso desta quarta-feira, ficou perto disso. O clube, porém, ainda vai analisar os prós e contras de manter o treinador. Roth claramente melhorou o time colorado na reta final da Libertadores, quando substituiu Jorge Fossati. Porém, toda a preparação para o Mundial acabou sendo em vão.Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol do Inter, disse que o clube não levará em consideração o resultado do jogo para decidir se Roth seguirá ou não. Ele mantém o discurso de que a ideia é o treinador seguir no Beira-Rio - Não é pelo que aconteceu que o treinador terá mais ou menos consideração. A ideia é que ele permaneça. Não é um revés que mudará essa situação - afirmou o vice-presidente de futebol do Inter, Fernando Carvalho.
Algumas questões serão analisadas, e o desgaste que o treinador costuma ter com seus elencos é uma delas. Roth, de sua parte, deixa o assunto nas mãos da diretoria. A situação deverá ser resolvida logo depois do Mundial.
- A vida de treinador é intensa. Escolhas, escolhas... Quando dão certas, são ótimas. Tenho contrato até dia 31 de dezembro. O Inter viveu um precesso eleitoral e veremos o que vai acontecer com a nova direção. Obviamente que trabalhar no Inter é sempre muito interessante, mas a direção avaliará as coisas que estão acontecendo - comentou Roth na entrevista coletiva.

Derrota vira cicatriz. Jogadores do Inter dizem que jamais esquecerão

Dor, vergonha e decepção: colorados sofrem com fracasso histórico do campeão da Libertadores em Abu Dhabi

Arranha a alma dos jogadores do Inter a derrota de 2 a 0 para o Mazembe, da República Democrática do Congo, nesta terça-feira, com o consequente adeus ao sonho de ser bicampeão do mundo. Alguns dos atletas mais experientes do elenco colorado tratam o fracasso como uma decepção eterna. Eles não escondem que jamais conseguirão apagar a tragédia de Abu Dhabi. Virou uma cicatriz.
Tinga carregava a dor do tropeço nos olhos. Ele não tinha explicação para uma tristeza tão grande.
- Tive algumas derrotas, mas essa foi muito forte. Acreditava muito que poderia ser campeão. Estou de pé aqui falando porque sou profissional. Foi um choque. Foi um choque muito forte. É uma dor para o resto da vida – disse ele.
Bolívar carregou a mesma tristeza do colega. Ou talvez uma dor ainda maior. Como capitão, ele sonhava erguer a taça do Mundial. Sonho que acabou logo no primeiro jogo.
- É uma derrota dolorida, que fica marcada pelo resto da vida. Nas minhas férias, vou ter que ficar no meu canto, tranquilo...
Rafael Sobis era outro retrato da dor. É mais um a ter certeza de que jamais conseguirá esquecer o resultado desta terça.
- Com certeza, vou levar isso para o resto da vida. Você nunca pensa que isso vai realmente acontecer.
Passada a tristeza, o Inter precisa se contentar com a disputa do terceiro lugar. Será sábado, contra o perdedor do duelo entre o Inter de Milão e o Seongwan, da Coreia do Sul. Os campeões da Europa e da Ásia se enfrentam nesta quarta-feira, às 15h (de Brasília). O GLOBOESPORTE.COM transmite a partida ao vivo.

14 de dez. de 2010

Beira-Rio árabe! Multidão colorada invade palco da estreia

Milhares de torcedores circulam pelo estádio Mohammed bin Zayed à espera do jogo contra o Mazembe

É de cair o queixo. Uma multidão colorada cruzou o planeta, atravessou oceanos, fez o possível e o impossível para apoiar o Inter no Mundial de Clubes. Olhar o pátio do estádio Mohammed bin Zayed nesta quarta-feira, duas horas antes da estreia vermelha no Mundial de Clubes, é se sentir no Beira-Rio. São milhares, milhares e milhares de torcedores avermelhando Abu Dhabi.
Pelo tamanho da movimentação, a previsão de 5 mil colorados no estádio pode ser ultrapassada. Os brasileiros chegam aos montes, em grupos, saídos de tudo que é canto: do Rio Grande do Sul e de outros estados do Brasil; dos Emirados Árabes e de outros países do Oriente Médio; dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia.
O Inter joga em casa. Desde o início do Mundial, jamais houve movimentação assim em Abu Dhabi. Nem com o Al-Wahda, clube da cidade. Os próprios árabes que trabalham no estádio se mostram surpresos com o que acontece. Não esperavam tanta gente.
torcida do Internacional no Mundial de Abu DhabiColorados fazem muita festa antes do jogo contra o Mazembe
A maioria da multidão vermelha saiu de Dubai, cidade mais turística do que Abu Dhabi. Colorados alugaram carros, entraram em vans, viajaram de ônibus, pegaram a estrada para apoiar o time do coração. Agora, só precisam esperar a bola rolar.
O jogo começa às 14h (de Brasília). Inter e Mazembe decidem quem irá à final do Mundial de Clubes.

Os mil e um sonhos: começa a luta do Inter pelo bi mundial

Em terras árabes, Colorado duela com o Mazembe por vaga na final do Mundial de Clubes da Fifa

O rei, traído, tomou uma decisão: a cada noite, desposaria uma noiva e a mataria na manhã seguinte, para ter a certeza de jamais voltar a levar uma bola nas costas. Sherazade, esperta que era, resolveu contar historinhas para ele: como eram interessantes, ela ia se mantendo viva, porque aguçava a curiosidade do homem para o dia seguinte. A lenda das “Mil e uma noites”, clássico da cultura árabe, não fala no Sport Club Internacional. Mas se lá por 2005 Sherazade inventasse de dizer que o Colorado poderia ser bicampeão do mundo até o fim da década, seria morta: o rei acharia inverossímil demais. E cometeria uma tremenda injustiça, porque o time gaúcho, nesta terça-feira, 14 de dezembro, vai a campo para começar a reconquistar o planeta. E em terras árabes.
Às 14h (horário de Brasília), o Inter duela com o Mazembe, da República Democrática do Congo, pelas semifinais do Mundial de Clubes da Fifa. O time do Beira-Rio é o único no planeta que pode ser bicampeão mundial no novo formato do torneio, com a tutela da entidade máxima do futebol. Se vencer a partida no estádio Mohammed bin Zayed, em Abu Dhabi, terá que encarar seu xará mais badalado, o Inter de Milão, ou os sul-coreanos do Seongwan na decisão. Eles duelam um dia depois.
É o início da concretização de um sonho que nem mil e uma noites poderiam prever. Mais experiente, mais campeão e mais famoso do que há quatro anos, o Inter se sente pronto para ficar ainda maior. Celso Roth passou quatro meses comandando os campeões da Libertadores especificamente para isso. Recheado com o talento de D’Alessandro, a frieza de Kleber, a experiência de Tinga, a estrela de Rafael Sobis, a garra de Guiñazu, a liderança de Bolívar e o faro de gol de Alecsandro, o Colorado luta para superar o nervosismo da estreia.
O GLOBOESPORTE.COM transmite ao vivo a partida, que ainda terá acompanhamento em Tempo Real. O jogo também será exibido pela TV Globo e pelo SporTV.
Nada a acrescentar
Dalessandro treino Internacional 
Talento de D'Alessandro é arma do Inter na estreia no Mundial
O que era para treinar, o Inter treinou; as orientações que deveriam ser dadas, Celso Roth deu: falta só a bola rolar, resta só a prática do jogo, o calor da disputa, o duelo de 90 minutos que valem todo o ouro dos Emirados, todo o petróleo do Oriente Médio. Os quatro meses de preparação do Colorado para o Mundial serão colocados em teste nesta terça-feira.
A confiança é grande. O Inter chegou a Abu Dhabi convicto de que se preparou da melhor maneira possível. Agora, espera colher os frutos.
- A expectativa sobre o campeonato é mundial. Sabemos a responsabilidade que temos. Representamos um continente com tradição enorme no futebol e um país que é dito por todos como o país do futebol. (...) O jogo é eliminatório. Não tem como deixar para depois. Não tem chance depois do jogo. Temos que entrar 100% atentos. Não tem depois – disse o técnico Celso Roth.
A única possível dúvida no Inter está no esquema tático. A tendência é de que seja o 4-4-2, com Rafael Sobis ao lado de Alecsandro no ataque, mesmo que o 4-5-1 tenha sido até mais trabalhado. Atue com a estratégia que for, o Colorado só quer saber de manter as chuteiras no chão. Duelar com um oponente bem menos famoso não é garantia de nada, alertam os atletas vermelhos.
- O futebol, a cada dia, mostra mais que está igualado. Temos que ter a consciência de que vai ser duro, vai ser complicado. Favoritismo não vence jogo nenhum – disse o atacante Rafael Sobis.
Em 2006, o Inter sofreu para vencer o Al-Ahly, do Egito, em seu primeiro jogo. Índio, o único titular daquele time remanescente em 2010, usa a situação como exemplo.
- A dificuldade vai existir esse ano também. O Mazembe tem uma equipe que merece todo nosso respeito. Se está no Mundial, tem toda condição, mas estamos cientes disso. Precisamos explorar o que temos de bom, que é o toque de bola – afirmou o zagueiro.
O todo poderoso Mazembe
jogadores do Mazembe comemoram gol contra o Pachuca 
Mazembe surpreendeu o Pachuca e agora duela com o Inter
Tout Puissant Mazembe. Ou, traduzindo, o todo poderoso Mazembe. Em sua segunda participação seguida em um Mundial de Clubes, o time da República Democrática do Congo fez história ao superar o Pachuca por 1 a 0 e garantir presença nas semifinais. Os africanos mostraram um time veloz e viril, que até abusa das faltas.
Sunzu, expulso contra o Pachuca, não enfrenta o Inter. O técnico senegalês Lamine N’Diaye faz mistério sobre o substituto e até fecha treinos. Kasongo, muito elogiado por Roth, deve entrar em um time que confia em passagem à final.
- No futebol, nada é impossível – avisou Mbenza Bedi, o autor do gol que colocou os africanos no caminho do Inter nas semifinais.
MAZEMBE X INTERNACIONAL
Kidiaba, Nkulukuta, Kimwaki, Ekanga e Kasusula; Mihayo, Kaluyituka, Bedi e Kasongo; Kabangu e Singuluma. Renan, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Matias, Guiñazu, Tinga e D'Alessandro; Rafael Sobis e Alecsandro.
T: Lasmine N'Diaye T: Celso Roth
Estádio: Mohammed bin Zayed, em Abu Dhabi (Emirados Árabes). Data: 14 de dezembro, às 14h (de Brasília).
Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda). Auxiliares: Berry Simons (Holanda) e Sander Van Roekel (Holanda).

13 de dez. de 2010

Oriente Médio une as duas pontas da carreira de Celso Roth

Mais de 20 anos depois de iniciar carreira de treinador no Kwait, técnico pode ser campeão do mundo nos Emirados Árabes

Celso Juarez Roth conservava um vistoso bigodão em idos de 1988, quando deixou de lado a função de preparar físico para, instigado por Luiz Felipe Scolari, virar treinador de futebol. A maluquice da situação é que a nova experiência não aconteceu em um clube amador ou nas categorias de base de uma equipe profissional: foi no Kwait, e em 1988, dois anos antes de o país do Oriente Médio ser invadido pelo Iraque e o treinador se ver obrigado a zarpar de lá.
Passadas mais de duas décadas, é como se a carreira do técnico visse uma união entre suas duas pontas na terra do petróleo. É no Oriente Médio que Roth poderá atingir o auge. Ele pode ser um campeão mundial nos Emirados Árabes, onde também trabalhou em 1994, no Al-Ahli, fechando seu ciclo na região – treinou, antes, o Al-Qadsia, do Kwait, mais a seleção júnior e o Al-Etehad, do Qatar.
Roth lembra com carinho daqueles tempos. Foi o começo de tudo. E agora, ao retornar ao local dos primeiros passos, as recordações ficam mais fortes.
- É uma alegria muito grande voltar para cá. E é bom especialmente ver que tudo aqui está ainda mais modernizado – disse Roth.
O retorno do treinador à região chamou a atenção da imprensa árabe. Um jornal de Abu Dhabi deu a Roth mais destaque do que a Rafa Benítez, técnico do Inter de Milão, em sua edição dominical.
Internacional - Celso Roth em coletiva - Mundial de Clubes Abu Dhabi

Inter jogará todo de vermelho na estreia no Mundial

Ao contrário do que aconteceu em 2006, atletas irão a campo com camisa, calção e meias vermelhos

Será um time colorado dos pés à cabeça. O Inter recebeu da Fifa a confirmação de que irá a campo todo de vermelho em sua estreia no Mundial de Clubes, nesta terça-feira, contra o Mazembe. A definição ocorreu na manhã desta segunda-feira, pelo horário de Abu Dhabi, após reunião com a organização do torneio.
É o extremo oposto do que aconteceu em 2006, quando o Inter vestiu branco para superar o Al-Ahly, do Egito, e depois o Barcelona. O goleiro Renan estará todo vestido de preto. O Mazembe foi definido como mandante da partida e poderá usar seu uniforme principal: camisa branca com listras pretas, calções e meias brancos. O goleiro Kidiaba estará de verde.
O uniforme branco usado pelo Inter em 2006 virou uma espécie de amuleto depois do título. Os atletas chegaram a pedir para vesti-lo em partidas como o duelo com o Paraná, pela Copa do Brasil de 2008. Foi de branco que o Colorado ganhou também a Copa Dubai, em 2008. E justamente contra o Inter de Milão.

Tevez diz que seu relacionamento com o City não tem mais conserto

Um relacionamento encerrado e sem conserto. É assim que o argentino Carlos Tevez classifica sua atual situação no Manchester City, segundo entrevista publicada pelo site do jornal “The Guardian”. Determinado a ir embora, Tevez fez um pedido formal à direção do Manchester City para ser negociado na próxima janela de transferências.
- É lamentável termos chegado a este ponto. Mas é algo que sinto há algum tempo, algo em que passo muitas horas pensando. Eu queria ter saído no verão, mas o clube me convenceu a ficar. Infelizmente, meus sentimentos não mudaram – desabafou o atacante.
O argentino também se mostrou insatisfeito com o comunicado publicado no site oficial do City, em que o clube se diz desapontado com a atitude dos representantes do jogador, que teriam proposto um aumento salarial e até mesmo a prorrogação do contrato por uma temporada.
- Esta decisão não envolve dinheiro. Eu já deixei isso claro para meus representantes e para a diretoria várias vezes. Estou decepcionado que o clube insinue que eu esteja sendo influenciado por outras pessoas e que agora tente retratar essa situação por um outro ângulo – afirmou.
Entenda a polêmica
O City esclareceu em sua página oficial que Tevez é o jogador mais bem pago do elenco da equipe e que não costuma renegociar contratos com a temporada em andamento. O clube deixou bem claro que o argentino, que tem 60 jogos e 39 gols, continuará sendo relacionado para os confrontos do time na sequência do Campeonato Inglês e da Liga Europa.
Um dos motivos para Tevez pedir para ser negociado seria a distância das filhas Florencia e Katie, que moram na Argentina. A saudade da família e a pouca fluência no inglês para se relacionar com os companheiros têm prejudicado o jogador.
Além disso, o relacionamento de Tevez com o técnico Roberto Mancini está estremecido. O atacante discutiu feio com o treinador ao ser substituído na vitória do City sobre o Bolton, no dia 4 de dezembro. Apesar do incidente, o argentino afirmou que não tem problemas pessoais com o comandante italiano.
Há alguns meses, o argentino chegou a pensar em encerrar a carreira para viver ao lado da família. A alternativa ainda não foi descartada. Tevez foi contratado pelo City ao Manchester United por cerca de R$ 72 milhões e se tornou um dos principais jogadores da equipe.
No último sábado, sem a presença de Tevez, suspenso, o Manchester City venceu o West Ham por 3 a 0, fora de casa, e chegou aos 32 pontos, mesmo número do Arsenal, líder do Campeonato Inglês. A equipe de Londres tem um jogo a menos. Nesta segunda-feira, os Gunners enfrentam o Manchester United, em Old Trafford.
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